Quem comeu minha Paçoca?


31.07.2011

O Bêbado e a Equilibrista

 

A música “O Bêbado e a Equilibrista”, de autoria de João Bosco e Aldir Blanc, interpretada por Elis Regina, foi composta na década de 1070, época da Ditadura em nosso País. Os intelectuais da época resolveram se expressar através da arte o que sentiam. A arte sempre está ligada aos sentimentos de quem a faz, isso é um fato. Por exemplo, a repressão proporcionou uma enorme riqueza cultural para nós brasileiros/as. Em meio a exilados, presos, pessoas torturadas “O Bêbado e a Equilibrista” trouxe a esperança em casa verso num universo de batalhas.

Mas não é sobre a música que vou comentar nesta nova filosofada! Vamos ao fato:

Estava eu em um bar, aqui no centro de Iepê, tomando uma cerveja gelada após um dia inteiro de trabalho, para relaxar. Conversas informais com o dono do bar e outras pessoas que estavam ali, que por sinal nunca havia conversado com nenhum deles, mas bar é assim mesmo. Aproximou-se de mim um rapaz bêbado, por sinal, todo sujo com um cheiro quase que insuportável pediu um copo de cerveja, que eu neguei é claro. Ele estava caindo de bêbado e pedindo mais bebida ainda, meu Deus!  O bêbado se afastou de mim quando disse que não lhe daria nenhum tipo de bebida.

Passado alguns minutos eis que retorna o bêbado. Ele estava na companhia de outro homem, um comerciante aqui na cidade. O tal comerciante pediu uma dose, bem caprichada, de água ardente. O dono do bar até fez cara de quem não estava compreendendo a situação, pois acho que ele nunca viu o tal comerciante tomando água ardente. Mesmo assim, obedeceu a ordem e colocou em um copo branco descartável a tal da água ardente. O comerciante pagou e entregou o copo para o bêbado, que já estava bêbado e caindo pelas sarjetas.

Até aí tudo bem! (Eu acho!). O que me intrigou foi que o tal comerciante poderia muito bem ter oferecido uma carona e ter levado o bêbado embora, ou então, dizer que não pagaria nada que continha álcool, sei lá eu.

Por que será as pessoas lhe pagam bebidas? Não sei mesmo! Tipo acho até engraçado, você diz pro fulano: Que vontade de tomar uma gelada! O fulano prontamente se oferece para te pagar à gelada. Imagine uma situação contrária. Você diz pro fulano: Nossa preciso comprar 5 kg de arroz pra alimentar minha família, ou então, estou precisando de R$1 pra comprar leite para meu filho! Você, leitor/a, já até sabe o que acontece, né? Toda aquela prontidão em lhe pagar uma cerveja ou uma dose de água ardente não é a mesma quando o assunto é alimentação.

Às vezes paro frente a essas situações e fico perguntando-me porque será meu Deus que algumas pessoas preferem lhe pagar bebidas ao invés de lhe ajudar com algo de comer. Por exemplo, ninguém pergunta se você está precisando de algo em sua casa, se sua dispensa está completa, se seu filho precisa de algo... mas se o assunto é bebedeira estão todos prontos a lhe proporcionar uma tarde de domingo ou uma noite de sábado de bebedeiras e cigarros...

E o que tem a ver a música “O Bêbado e a Equilibrista” com esse triste comentário? É que o bêbado estava bêbado e tentando se equilibrar para continuar ali bebendo, bebendo... Ás vezes nós mesmos somos o próprio equilibrista de nossas vidas.

 

Até a próxima filosofada!!!



Escrito por Tiago Nascimento às 17h08
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(24.07.2011)

Filosofando no sábado à noite

com Carol Damásio

 

Sábado à noite, 22h, 11°C em Iepê/SP, muito vento e frio, mesmo assim sabendo que à noite na rua não seria muito quente, resolvemos sair: eu e Carol, Carol e eu. Simplesmente para colocarmos alguns assuntos em dia. A correria do dia-a-dia faz com que quase não nos comuniquemos, digo, não nos falamos pessoalmente, pois temos Orkut, Facebook, MSN, e-mail, blog – A Carol ganha por que tem Twitter e eu não, hehehe.

Voltando ao assunto. Fomos à rua dar uma volta, ver as pessoas subirem e descerem de carro, outros corajosos bebendo e etc. e tal.

Conversa vai e conversa vem, vem e vai... ficamos em silêncio, de repente rimos, altas gargalhadas... Surtamo-nos ao mesmo tempo! Lembranças. Recordações. Frustrações. Uma imensidão de sentimentos reunidos ali, bem na esquina da rua Minas Gerais, centro.

Não é à toa que coloquei o título deste texto de filosofando, pois foi cada “filosofada”, meu Deus!

Vamos ao primeiro raciocínio lógico ou tese da Carol (lembrando que o tema, para variar, é relacionamento amoroso):

 

Se você se envolve com um garotão na faixa dos 20 anos, ele ainda está cheirando a leite, você terá que ensiná-lo sobre a vida e outras coisas mais (você me entende); além de você ter que cuidar da “criança”, terá que ter muita determinação para cuidar de você também.

Agora um homem de 30 está na fase do “sisi” – si achando! – Jura que está no auge, que pode tudo, que tem tudo e tudo mais um pouco.

Quando você se envolve com um cara de 40 ele já está naquela de que precisa se firmar para ser mais seguro. Precisa sobrevalorizar algumas coisas e dizer que tem posses para poder se sentir mais seguro quanto à namorada de 27 anos.

Por eliminatória vamos pular os homens de 50, 60 e 70.

Conclusão: o jeito é se segurar em um de 80 anos “que já tá com o pé na cova mesmo” e vai deixar tudo pra você. Fora que tu dá o remedinho dele, pra dormir, não vai te encher, vai ficar na dele e, ainda vai se sentir o homem mais feliz do mundo por estar com uma mulher de 27 do lado.

   

 

Vamos de Jatão

 

Durante toda nossa conversa, que terminou por volta das 01h00, filosofamos várias coisas sobre vários assuntos. Até que surgiu o assunto de um ser que anda por aí de avião pra lá e pra cá.

Eu na minha inocência disse à Carol que enquanto fulano de tal andava de avião nós andávamos de Jandaia (empresa de ônibus). Ligeiramente, sem pensar, acredito que a resposta já estava na ponta da língua da Carol esperando para ser lançada para fora:

- Hoje nos vamos de Jandaião, mas amanhã estaremos de Jatão!

 Espero que essa profecia se cumpra em nossas vidas (mesmo tendo medo de altura).

 

 

Solta o Lampião

 

Sem dúvidas, nos divertimos muito com os nossos próprios problemas e dificuldades. Foi uma noite inesquecível. Aconselhamo-nos e encorajamo-nos sobre várias áreas de nossas vidas.

Eu e Carol já temos uma parceria há algum tempo. Recordo-me que as primeiras fotos que eu fiz dela foi em 2004, com uma guitarra e microfone. Depois daí não nos separamos mais... Até hoje produzimos ensaios fotográficos...

A Carol disse que estava com umas ideias para um próximo ensaio, porém precisava de um parceiro. Meu Deus pra quê foi tocar no assunto?

Eu disse a ela que, infelizmente, os meninos de nossa cidade são mais acanhados pra desenvolver trabalhos do tipo. Daí ela me perguntou se eu não conhecia alguém de Presidente Prudente/SP que topasse o ensaio. Respondi que a maioria dos meus amigos de lá eram gays (com todo respeito do mundo), subitamente Carol solta uma grande pérola:

- Não tem problema, desde que guarde a Maria Bonita e mostre o Lampião!!!

Nem preciso comentar que o final dessa frase foi encerrado a gargalhadas.

 

Até a próxima filosofada!

 

 



Escrito por Tiago Nascimento às 12h39
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POEMA

Vamos amiga, Amy?

Vamos Amy?

Vamos sair por aí.

Só para nos divertirmos um pouco.

Sem presa para voltar atrás...

Vamos Amy?

Amy, cadê você?

Para que tanta demora?

Coloca aquele seu vestido balonê...

Sua meia-fina e vamos...

Tem muita gente nos esperando

E o show não pode parar...

Na próxima esquina mais um gole,

Um cigarro, uma cantada em um garoto.

O que você quer da vida, Amy?

Vamos embora?

Todos estão nos esperando.

Vamos, Amy?

Para qualquer lugar serve

Quando não sabemos qual

O caminho percorrer.

Para qualquer lugar longe dessa

Paranóia, Amy.

Vamos nos divertir?

Vamos nos distrair?

Cantar para os males espantar?

Vamos por aí?

Vamos amiga, Amy!

Vamos! Lats go!



Escrito por Tiago Nascimento às 17h12
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POEMA

Caras & Bocas

Chega de vagar como quem nada quer.

Vem cariosamente falando suavemente

Sobre coisas do passado que não voltam atrás.

Diz que tenho beleza de Alan Delon.

 

Vejo o sorriso no retrato 3X4 branco e preto

No velho quadro da sua estante.

Vejo que não há mais nada como antes!

Antes de você me dizer atrocidades.

 

Você me faz Caras & Bocas, Carolina,

Quando pega no violão à moda Carla Bruni.

Me devora, me traga...

Consome meus pensamentos.

 

Meu eu se consome e some

Quando olha diretamente em seus olhos verdes.

Feito uma jóia a ser lapidada você me abocanha.

Desfaz todos os meus planos de amor.

 

Não sei ao certo quanto tempo restará

Pra você se livrar de mim sem pressa.

Com calma mirando a minha alma.

Sem ter tesão ou atenção no que estou a lhe dizer.

 

Daí, você me faz Caras & Bocas.

Guarda um beijo no lado esquerdo da boca.

Guarda uma canção secreta ao som do violão.

Tranca meu coração e joga a chave fora.

 

Você me faz Caras & Bocas, Carolina,

Olhando para minhas lentes de contato...

Olhando para as lentes da minha câmera fotográfica...

Olhando para dentro de mim, sem me notar.

Você faz Caras & Bocas pra qualquer um

Que passa e sorri, te canta e encanta.

Aí, de mim!!!

* Poema de Tiago Nascimento

 

 



Escrito por Tiago Nascimento às 19h26
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Viver a vida com alegria... (3/7/2011)

Pode parecer contraditório o título desta crônica ter como palavra chave alegria, e eu começar a escrever sobre a enorme dor e tristeza que tomou conta do meu coração nos últimos dias.

Infelizmente, a dor é intensa, e imensurável a tristeza que me abateu. É complicado demais tentar decifrar tamanha dor. Tenho razão por estar me sentindo assim...

No dia 1º de julho, por volta das 22h, estava no curso para obter minha carteira de habilitação e recebi a notícia que de havia acontecido um acidente automobilístico com uma moça que mora aqui em Iepê na hora que ela estava indo para a festa do peão de Rancharia. Neste exato momento eu estava fazendo uma prova sobre legislação do trânsito. Terminei minha prova e estava indo embora para minha casa.

Quando eu estava me aproximando da minha casa o meu aparelho de celular tocou, do outro lado da linha era uma amiga e perguntou-me: Você está sabendo o que aconteceu? Eu disse: Sim, o acidente de carro com a moça? Minha amiga disse: É sobre o acidente, mas tem um detalhe, a Nayra estava no carro e faleceu na hora! Minhas pernas ficaram bambas, meu corpo arrepiou, meu coração acelerou, pois eu não queria acreditar que minha amiga acabara de morrer. Perguntei onde minha amiga estava. Respondi que iria até minha casa buscar mais uma blusa, por conta do frio que estava fazendo, e que já iria ao encontro dela.

Minha amiga estava inconformada e sem palavras, emudecida de certa forma. Até que nos chega à notícia de que a Eliana, outra amiga, também havia falecido, no mesmo acidente. Eu perdi o meu chão, pois eu acabará de perder duas amigas de uma única vez em um acidente que não sabíamos qual o motivo do carro ter se chocado contra uma árvore e ter capotado.

[A nossa noite foi terrível de tanta tristeza que invadiu nossos corações.]

Pela manhã, fui para o Centro de Treinamento de Condutores para a aula teórica, e os boatos já circulavam na cidade, informações desencontradas, sem sentido, ninguém sabia ao certo a situação das demais moças que estavam juntas no veículo. Só tínhamos uma certeza: minhas amigas Nayara e Eliana haviam falecido e não estavam mais entre nós.

A dor de perder um ente querido é indescritível. Ainda mais se tratando de duas lindas jovens que souberam viver a vida, a sua maneira, com toda alegria que há neste mundo. Ambas gostavam de festas, principalmente, rodeios. Eram alegres, não existia tempo ruim para elas. Viviam sorridentes e não tinham inimizades. Conversavam com todo mundo. Eram as misses-simpatia!

Eu, em particular, sempre vou ter guardado em minha memória e nas fotografias o sorriso estampado no rosto delas. A alegria de viver a vida sem ter medo de nada. De desejar sempre ser alguém melhor. De olhar para os problemas e ver que eles irão se revolver no tempo determinado, sem se desesperar.

Para eu a Nayara e a Eliana são sinônimo de alegria de viver a vida!

Que essas lindas moças e amigas descanse em paz ao lado do Papai do Céu, pois elas foram anjos na vida de muitas pessoas, inclusive, na minha.

 



Escrito por Tiago Nascimento às 17h49
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novo poema

Pra não esquecer de você

TIAGO NASCIMENTO (contatotiagonascimento@yahoo.com.br)

 

Vou lembrar-me de você

toda vez que nossa canção tocar no rádio.

A Beyoncé sempre vai dançar pra você.

Renato Russo e tua Legião Urbana vai cantar pra você.

 

Vou sempre olhar no espelho

para desembaraçar meus pensamentos.

Vou ver o seu sorriso

quando arrumava os meus caixos.

 

Você sempre será o amigo

de fé irmão camarada.

 

Um dia ainda encontro

um verbo que ressuma você.

 

P.S: HOMENAGEM ao amigo Júlio César Vieira, em memória.



Escrito por Tiago Nascimento às 17h28
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Crônica de Tiago Nascimento

Saudade e Coca-Cola

 

Hoje mais do que ontem estou sem vontade de escrever qualquer coisa. Falar sobre qualquer assunto. Analisar qualquer obra de arte ou ficar me perdendo nas páginas da internet como um louco desvairado. Estou perdido em meio às fumaças do velho cigarro e estático diante de uma taça de vinho.

Descobri que estou com sintomas de saudades. É? Saudade! E essa “maldita” dói pra cacete (com o perdão da palavra). Estou com saudades do tempo que já se foi, daquilo que ainda não tenho, da vida. Saudades de amigos que muitas vezes próximos estão tão distantes (O que nos separa? Os compromissos, trabalho, filhos e tals. Ser gente grande não é fácil. Ajam compromissos e contas a serem pagas).

O que me mata mais de saudade não é a falta de ter um amor do meu lado me dando apoio em todos os momentos, felizes e tristes, altos e baixos, por aí a fora... Estou com saudades daqueles que já não posso mais vê-los em sua plenitude, o riso, os gestos, o gostar de algo, a fala, até mesmo as broncas e brincadeiras sem sentido.

Hoje estou com saudades do meu irmão, da minha irmã que já não estão mais do meu lado, do lado da minha mãe e do meu filho. Teria tanta coisa pra aprender com eles. Meu Deus!

Tenho saudades da Tica, minha amiga, que se foi sem dizer adeus. Recordo-me muito bem do último encontro que tivemos. Ela estava alegre, como sempre; falando sobre a vida, planos, trabalho, sobre a vidinha pacata de nossa cidade (Iepê – SP). Que dor quando soube que ela estava internada; dor maior foi saber que ela partiu sem me dizer: até logo!

Saudade da Carol. Amiga porra-loca (com perdão da palavra²). Sem tempo ruim. Tudo era diversão. Alto-astral e tudo de bom que há para vivenciarmos nessa vida. Adolescente descobrindo como viver a vida. Mas resolveu partir, também sem me dizer: até logo!

Saudade e Coca-cola são duas palavras que resumem o que sinto quando penso no Julinho (Júlio César Vieira) que cedo demais se foi. Para variar um pouquinho, sem dizer a-d-e-u-s! Menino de ouro, de garra, raça... Foi de encontro aos sonhos e realizou maior parte deles, se não fosse ir embora sem avisar a ninguém teria ganhado o mundo. Saudade de quando o Jú vinha de Marília - SP, cidade onde residia e seguia a carreira de cabeleireiro conceituado, e, quase sempre, o primeiro pedido era uma pretinha bem geladinha: a Coca-cola. Foi com ele que aprendi a beber essa coisa amarga, sem gosto – Em minha opinião! Porém não falta na geladeira. (risos). Mesmo em meio à tristeza de saudade consigo rir ao lembrar-me desse melhor amigo.

Tenho que abrir um parêntese, pois se não meus amigos (em vida) ficaram chateados comigo, já que tenho outros grandes amigos/as. Só damos conta de quanto à pessoa é importante para nós depois que a perdemos. Daí já é tarde. Não há formula para dizer eu te amo, você é importante pra mim, não vivo sem você, vem na minha casa, preciso dos seus conselhos, ou então, ficar em silêncio na companhia daquele ser que tanto amamos. Pode ser mãe, sobrinho, namorada, amigos. Só sei que precisamos nos expressar enquanto temos tempo.

Voltando a Coca-cola... O Jú me viciou nessa droga de refrigerante. E toda vez que a bebo bate uma dor no peito, pois ele não está aqui para me fazer companhia em um gole de Coca-cola.

É como eternizou Vinicius de Moraes, em O haver, “resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade pelo momento a vir, quando, apresenta ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante”.



Escrito por Tiago Nascimento às 21h22
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EXPOSIÇÃO

MAI realiza homenagem ao mês das noivas


O Museu de Arqueologia de Iepê rende homenagem ao mês das noivas com a exposição Casar é moda outra vez?, subtítulo da exposição Cheiros e Cores do Brasil. A mostra é resultado do ensaio fotográfico produzido e executado pelo jornalista e fotografo Tiago Nascimento, com a modelo Carol Damásio.

“A exibição itinerante ficará exposta durante todo o ano de 2011, alternando os objetos expostos”, diz a voluntária e curadora da exposição Nê Sant’Anna.

O jornalista e fotografo Tiago Nascimento expõe que é voluntário da ONG Sociedade Amigos da Cultura de Iepê desde o ano 2000 e a pedido da curadora da exposição produziu o ensaio fotográfico. “A ideia foi questionar se o tradicional casamento com vestido de noiva, igreja e tudo mais de glamour que existe nesse evento ainda é moda,” explica. “Tenho fotografado casamentos, e nesses, as noivas e noivos não estão de branco ou terno e gravata,” conclui.

Carol Damásio é formada em Direito e esclarece como foi participar do projeto. “O Tiago me convidou e eu não hesitei, pois gostei da ideia. Eu já havia  participado de dois desfiles de noivas”, explica a modelo.

Segundo Nê Sant’Anna o objetivo da exposição é promover a sensibilização e contato e a reflexão com as artes visuais e a poesia.

A mostra fica a disposição do público de segunda a sexta-feira das 9h às 11h e das 13 às 16h. O MAI fica na rua Minas Gerais, 458, Centro, Iepê – SP. (Com equipe do MAI)



Escrito por Tiago Nascimento às 13h34
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Fonte de transpiração

TIAGO NASCIMENTO contatotiagonascimento@yahoo.com.br

 

Continuas sendo fonte de inspiração.

Continuas despertando desejos.

Continuas, talvez, como antes, nem sei...

Mas sempre um alguém te faz versos.

 

Perco-me em pensamentos,

relembro o passado que não volta atrás.

Perco os adjetivos, não encontro verbos,

as palavras somem

e não há como lhe descrever.

 

Tão perto e distante

nos encontramos nesses desencontros casuais.

É só mais uma dose de boa vodka, uma cerveja,

um cigarro, noite de amor,

jornal na hora do café da manhã.

 

Continuas destruindo corações!!!

 



Escrito por Tiago Nascimento às 12h27
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PS: Não fui eu quem escreveu, porém poderia ter sido eu!

"Considero as verdadeiras amizades não como algo natural,

mas como sobrenatural,

pois elas sendo verdadeiras não apenas mexem com o material,

mas pode ir além do sobrenatural."

(Severino Tegue)



Escrito por Tiago Nascimento às 00h50
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Em MAIO no Museu de Arqueologia de Iepê a exposição:

Casar é moda outra vez!

Fotos: Tiago Nascimento

Modelo: Carol Damásio

Produção: Tiago & Carol

 




Escrito por Tiago Nascimento às 18h42
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14.04.2011

 

Felicidade até quando? Não sei!

 

Estava em meu quarto/escritório, concentrado em uma nova matéria para o jornal Expoente, do qual sou free-lance. Toca meu telefone celular. Do outro lado da linha uma amiga que mora em Presidente Prudente/SP. Quis saber como eu estava, pois havia algum tempo que não nos falávamos por telefone.

Depois de alguns minutos de conversa, ela realizou uma pergunta intrigante demais para minha mente cefálica: Você está feliz? Respondi: Estou bem! Ela insistiu: mas você está feliz? Disse que na medida do possível, sim, eu estava feliz, pois havia concretizado alguns sonhos, conseguido comprar algumas coisas que sempre quis ter, exemplo, uma câmera fotográfica da Nikon -D40, meu computador portátil, alguns títulos de livros que sempre gostaria de ter em meio aos demais livros que já possuo...

Ela disse: Então, você está feliz! Como ela poderia afirma que eu estava feliz? Havia alguns meses que não nos encontrávamos pessoalmente. Seria impossível ela descobrir meu estado de êxtase pelo tom do timbre da minha voz, pois ela não varia muito com o meu estado emocional.

Falei pra ela que, de certa forma, eu estava feliz. Já que conquistará muitas coisas nesses três primeiros meses de 2011. Que estava atuando na minha área de formação. No lar tudo bem. Com amigos, tudo tranquilo. E o coração estava batendo forte, pois ainda estou vivo.

Em uma coisa concordamos antes de encerrarmos aquela conversa, que não me recordo quantos minutos duraram exatamente, sei que foi o suficiente para matarmos a saudade de ouvirmos a voz um do outro. Que a felicidade é momentânea, passageira. Assim como a tristeza, vem e passa. Nossas vidas é como uma montanha-russa cheia de altos e baixos. Às vezes cheia de baixos, mais do que altos, e assim vamos levando...

Felicidade é um estado de espírito! Posso afirmar isso com todas as letras e, mais ainda, não há felicidade eterna, pois tão sensação é momentânea. Vem e passa, passa e vem!

 

 



Escrito por Tiago Nascimento às 11h16
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CURIOSIDADE

Dia 13 de abril é Dia do Beijo

 

Beijos não são contratos e presentes, não são promessas”

Willian Shakespeare


TIAGO NASCIMENTO

(contatotiagonascimento@yahoo.com.br)

De língua, selinho, roubado, no rosto, de amor, de irmão, de amigo, de pai e mãe, de despedida. Fingidos ou frios, ardentes, por obrigação ou superdesejados, enfim, existem milhares de formas de beijar. O beijo é a forma mais simples de demonstrar carinho, afeto, amor, amizade. Depois dos olhares de um casal apaixonado os beijos são a primeira estratégia de sedução.

O beijo movimenta 29 músculos, sendo 17 músculos da língua, queima o excesso de calorias e, libera um hormônio chamado serotonina, que eleva o humor e produz uma sensação de bem-estar e felicidade.

Não se sabe ao certo quem instituiu o dia 13 de abril como o Dia do Beijo, nem ao certo quando o beijo surgiu. Pesquisadores sugerem que foi no ano 500 antes de Cristo, na Índia. Charles Darwin (1809 -1882), naturalista britânico, acreditava que o beijo era uma evolução das mordidas que os macacos davam no parceiro nos ritos pré-sexuais.

Há quem diga que o beijo surgiu das lambidas que os homens das cavernas davam em seus companheiros em busca de sal. Ou ainda um gesto de carinho das mulheres das cavernas que mastigavam o alimento e o colocavam na boca de seus filhos pequenos.

Na televisão ou no cinema, assistir a beijos provoca suspiros. O primeiro registro no cinema foi no filme O Beijo (The Kiss), 1895, entre os atores May Irvin e John C. Rice. Já na TV brasileira, Vida Alves e Walter Foster foram os pioneiros, em Sua vida me pertence, 1951.

Segundo estudiosos, o beijo pode ativar o funcionamento da nossa saúde orgânica, biológica e energética. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, “o amor é grande, mas cabe no breve espaço de beijar”.



Escrito por Tiago Nascimento às 20h42
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Privacidade?

Posso garantir que morar em uma cidade com um pouco mais de sete mil habitantes fica complicado querer falar de privacidade. Estou falando sério! Cidade pequena e do interior não é tão fácil manter segredos ou ter uma vida privada.

Mas, vamos lá, o que é privacidade? Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Online) a palavra se define como intimidade de pessoal ou de grupo definido de pessoas. Ou seja, é algo que é da pessoa, íntimo, dela, segredo, confidencial e outras tantas definições.

Voltando ao assunto de morar em uma cidade com poucos habitantes...

O grande problema é que tudo que você faz, todos acabam sabendo. Você diz algo em uma conversa de bar e no outro dia a cidade inteira esta sabendo que tal dia você estava em tal lugar falando tal coisa. Daí você passa pelas ruas, da cidadezinha, e todos os olhares estão voltados para você, muitas vezes te condenando e outras vezes te aplaudindo pela atitude. Atitude que nem sempre aconteceu, mas se fulado falou, é verdade!

Cidade pequena, estou falando da que eu moro, as demais eu não as conheço e não sei se são assim, então não interpretem mau este texto. Em cidadezinhas, como esta, o povo se importa mais com o que você faz do que com a própria vida. Eu acho isso inacreditável! Como pode alguém deixar os seus afazeres de lado para se preocupar se o vizinho foi ou não ao banheiro, é uma comédia.

E quando alguém te ver na rua e te pergunta: Como vai? No fundo a pessoa não quer ouvir de você que está tudo bem contigo e seus familiares. Eles querem ouvir você contar os seus problemas, suas dores, pois assim se sentem aliviados com o próprio sofrimento. Querem, literalmente, ver a caveira do próximo para manter a esperança de continuarem vivos. Isso é uma merda de hipocrisia!

Posso afirmar, pois já morei em uma cidade GRANDE. No prédio eu mau conhecia meus vizinhos, ninguém se preocupava com a hora que eu saia ou chegava no apartamento. Não haviam especuladores da vida alheia. Era tão calmo e tranquilo, pacato.

Tá certo que em cidade pequena o crime é menor! Mas o crime de invadir a privacidade alheia é brutal. E outra, quando você pensa – eu disse pensa – que está fazendo algo escondido, é aí que está cheio de olheiros esperando o próximo passo em falso para saírem falando da sua vida. Pior de tudo, sem sua autorização. Às vezes, a pessoa nem sabe ao certo o seu nome, a que família pertence, onde mora... mas sabe que no último final de semana você tomou três caipirinhas de Vodka, meia dúzia de Brahma, fumou um maço e meio de cigarros e estava de cueca cor-de-rosa.

Me diz: existe privacidade em uma cidadezinha com quase sete mil habitantes?

 



Escrito por Tiago Nascimento às 13h08
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Crônica

Amando a pessoa errada


Será que existe a pessoa certa para se amar? Será que estamos com a pessoa correta do nosso lado? Será que vai ser para sempre? Será que é amor de verdade?

Quantos serás nós temos em nossa cabeça??? Quantos questionamentos quando o assunto é o amor? Por que não conseguimos decifrar essas questões que nos atormentam por toda nossa vida? Nem sei responder! Temos que vivenciar cada segundo de vida. A cada dia que se passa aprendemos algo novo. Nem todos os dias são iguais... Por isso, cada dia nos apresenta uma nova lição de casa.

Não sei ao certo se existe a pessoa certa ou se existe a pessoa errada. Tem um ditado que diz “enquanto eu não encontro a pessoa certa, me divirto com as erradas”. Mas, será que a pessoa errada é realmente tão errada assim? Existe mesmo a pessoa certa?

Geralmente, buscamos nos envolver emocionalmente com pessoas que achamos que é certa, ou seja, aquela pessoa em que projetamos alguma espectativa. Pessoas que imaginamos que não tem defeitos – o que é do ser humano – Mesmo assim queremos alguém perfeitinho/a e sem complicações. Que nos aceite como somos. Que nos ame pelo que somos e não pelo que temos. Assim por diante.

O problema está quando passamos a perceber o defeito do outro e paramos de olhar para nós mesmos. Esquecemos que, assim como o outro tem defeitos, nós também temos, e muitos, por sinal. Já que não somos perfeitos, somos seres humanos sujeitos a errar a todo instante.

Projetamos na pessoa amada um perfil de pessoa ideal, e geralmente, a pessoa que escolhemos amar não se enquadra no que idealizamos. Daí surgem os defeitos. No início, por conta da paixão, ninguém enxerga defeito algum. Mas com o passar do tempo... Meu Deus! Só vemos defeitos, essa é que é a verdade. Não deveria ser assim!

Devemos aceitar a pessoa que está do nosso lado como ela é, assim como desejamos que ela nos aceite como somos. Deixar de lado os pequenos defeitos e velhos constumes seria o começo para descobrirmos que a pessoa certa é a que está conosco naquele momento, pois se não fosse, não estaria.

Não amamos pessoas certas ou pessoas errradas! Escolhemos amar alguém porque de alguma forma nos identificamos com ela, por isso resolvemos compartilhar momentos, dedicar tempo de nossa vida a aquela pessoa que amamos.

Se é certo ou errado, não sei, só sei que se sentir amado e amar é uma das melhores coisas do mundo. Ah, o amor possuí várias formas e, cada forma com sua particularidade...

 

 



Escrito por Tiago Nascimento às 01h49
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